Gostar de si mesmo é um ato de rebeldia

Foto: Aida Muluneh Photography

Foto: Aida Muluneh Photography

Numa sociedade que nos leva, o tempo todo, a questionar aquilo que vemos no espelho, é necessário muita coragem para apreciar o que realmente somos. Amar a si mesmo torna-se uma espécie de contravenção para a qual somos punidos de diferentes formas, sendo a pior delas o rebaixamento da autoestima a níveis quase irrecuperáveis.

Mas ainda bem que o “quase” sempre impede um estrago maior e abre novos caminhos para ascendermos à beleza do nosso interior de alguma maneira, em algum tempo. Graças aos momentos de lucidez sobre o verdadeiro significado de sermos “filhos de Deus”, adquirimos uma força instantânea que nos impulsiona vez ou outra, elevando nossos olhos e nos fazendo enxergar a verdade: o único sentido da vida é vivermos em felicidade!

Não estamos nesse mundo para sofrer, mas para crescer e ampliar nossa amorosidade. Por isso, dificuldades devem ser encaradas realmente como lições e não como obstáculos, pois estão longe de serem sofrimento e dor. Esse peso negativo que somamos aos eventos da nossa vida é apenas um mau hábito e um hábito mal que aprendemos nesse processo de tudo duvidar.

De novo: não somos feitos para sofrer, para sermos feios, tristes, carrancudos. Isso não combina com a nossa natureza divina. Portanto, já passou da hora de pararmos de estabelecer padrões estéticos e códigos de comportamento que mascaram nossa potencialidade para o bem, para o belo, para a felicidade plena.

O bem, o belo e a felicidade são conceitos relativos. Aliás, tudo é mera relatividade porque sempre depende de onde, de como, de quando… o que importa mesmo é adotarmos como parâmetro a única verdade absoluta desse universo: somos o que somos, em eterno vir a Ser!

Precisamos olhar menos no espelho e mais para dentro de nós, procurando nos conhecer melhor para encontrar nosso próprio prumo, nossa própria referência de equilíbrio. O que é bom e belo, factível e aplicável, adequado e necessário para uma pessoa, não é necessariamente igual para outras pessoas.

Cada um tem que aprender sua própria medida e agir de forma coerente com sua verdade. Contravenção é tudo que fazemos para obedecer padrões contrários à natureza da nossa divindade.

Sejamos rebeldes, então!

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Uma resposta para Gostar de si mesmo é um ato de rebeldia

  1. Marco Aurélio de Oliveira disse:

    Parabéns Andrea, seus textos sempre direcionados para nossa consciência, lembrando sempre, pois precisamos ser sempre lembrados o que somos, porque viemos, o texto inteiro é lindo no sentido do ser, mas o que chamou a minha atenção é a frase o eterno vir a ser, que se mudarem as silabas, se transformam em servir, uma atitude que se todos praticarem estaremos chegando ao nosso destino, junto ao Pai

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