Nem lá, nem cá

O avesso do corpo é a alma. O avesso do mundo em que vivemos é o universo de possibilidades de vir-a-ser!!

O avesso do corpo é a alma. O avesso do mundo em que vivemos é o universo de possibilidades de vir-a-ser!!

Habitamos um mundo material que nos dá inúmeras oportunidades para experimentarmos diferentes situações. Por meio delas, aprendemos um pouco mais sobre nós mesmos, testamos nossos limites e expandimos nossas potencialidades. Imersos nessas experiências, aprendemos como viver em relação com os outros seres.

Nesse mundo, a realidade se configura a partir das nossas interações afetivas e sociais, sendo intensamente influenciada pelo conjunto de valores éticos e morais que pautam nossas escolhas e decisões.

É um mundo abstrato, embora concretamente construído. Um lugar onde os corpos transitam sobre outros corpos materiais, obedecendo as leis de cada sociedade, num dado momento histórico. Portanto, um mundo onde a noção do tempo-espaço determina a noção do ser-estar. Em que nossa identidade se confunde, muitas vezes, com aquilo que é posto de fora para dentro.

Para além desse mundo travesso, um outro universo é almejado. Aquele em que a alma volita serenamente e guarda sua condição essencial de luz. Onde o espaço é mera questão de escolha e o tempo apenas um elemento secundário no cenário do infinito.

Nesse mundo do avesso, nossa identidade se difunde no fluxo Divino. Não há razão, porque nenhum julgamento é necessário. Não há sofrimento, porque existe aceitação. Não há angústia, porque o desapego nutre o Ser e as vibrações de amor sustentam nossa condição etérea.

Pluralidade da vida: o ser em transição!

Pluralidade da vida: o ser em transição!

Entre esses dois mundos, existe um lugar. Uma espécie de costura que une verso e reverso. Um túnel, ou uma ponte, que permite circularmos nas diferentes dimensões. Um lugar de onde podemos olhar os dois mundos e saborear a vida em todos os seus tempos.

De alguma forma, um mundo transitório, atraente e verdadeiro. É um espaço sem lugar, um tempo sem prazo. Um lindo exercício de deslocamento da forma como o mundo travesso é configurado e de aproximação mais íntima do seu reverso.

Às vezes, somos absorvidos por essa transição. Navegamos livremente, o que traz um enorme conforto para o espírito. Ficamos, por assim dizer, absortos “nem lá, nem cá”; quase totalmente entregues à travessia. E, quando a realidade concreta nos clama de volta ao trilho, impõe-se como uma tarefa desafiadora para a alma desapegada.

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