Amor = desapego + religare

Recebi de uma amiga um ótimo texto sobre a capacidade de amar (do Ivan Martins), mas fiquei intrigada com os comentários de outros leitores. Penso que o autor  tem mesmo razão de provocar uma reflexão sobre o quanto e como somos capazes de amar. No mundo em que vivemos, essa é a nossa grande lição.

Não somos áridos. Somos capazes de amar!

Não somos áridos. Somos capazes de amar!

A “dúvida” não é se somos capazes de amar, pois todos nós temos essa potencialidade dentro da alma. A questão é como nós desenvolvemos essa força ao longo de nossas existências e como a presentificamos na vida atual. O ponto central é COMO colocamos a amorosidade na nossa vida cotidiana, pois como disse o autor, a capacidade de amar para alguns é “enorme”, enquanto para outros é “mirradinha”.

Mas, desculpem-me as pessoas que comentaram o texto mencionado, vocês parecem reduzir o amor a uma moeda de troca. É praticamente uma coisificação do amor. Ou uma personificação do amar.

Quando se fala em amor ou em “capacidade de amar”, parece que todo mundo acaba se referindo às relações amorosas com seus parceiros ou a ausência deles em sua vida. As pessoas acabam comentando sobre o quanto se sentem injustiçadas pela falta de reciprocidade nas suas relações de amor com outras pessoas.

Isso é frustrante!! Calma lá, pessoas!!

Amar não é uma condição e, assim como a felicidade, faz parte da nossa “genética espiritual”. Ambas são atemporais e não se retroalimentam a partir das nossas relações com as outras pessoas. Se reproduzem em nós mesmos, infinitamente. Como canta Rita Lee, “amor vem de nós e demora”.

Tem alguns filmes muito intensos para nos tirar da zona de conforto: A Insustentável Leveza do Ser; Inimigo Meu; Amor; Amor é o que Você Precisa. E, claro, o texto do Ivan Martins: http://revistaepoca.globo.com/Sociedade/ivan-martins/noticia/2013/03/capacidade-de-amar.html

Tem alguns filmes muito intensos para nos tirar da zona de conforto: A Insustentável Leveza do Ser; Inimigo Meu; Amor; Amor é o que Você Precisa. E, claro, o texto do Ivan Martins: http://revistaepoca.globo.com/Sociedade/ivan-martins/noticia/2013/03/capacidade-de-amar.html

É essência. É existência. Simplesmente é.

E a “fórmula” para desvelarmos “isso” é simples: desapego + religare!

Pode até parecer um paradoxo. Porém, o primeiro passo é se desapegar de tudo e de todos: pessoas, conceitos, crenças, cultura, princípios, enfim, tudo que tende a nos aprisionar numa perspectiva material, nos fazendo olhar apenas a casca, a parte de fora do mundo. Depois, fica fácil… é só a gente se “ligar novamente; ligar com mais segurança” à presença Divina que nos habita e que nos constituiu desde o princípio.

Enorme ou mirradinha é a capacidade de sairmos da nossa gaiola mental para sentirmos o fluxo do sagrado percorrer nossas veias e artérias, abrindo nosso Ser. Enorme ou mirradinha é a nossa capacidade de entrega.

Deleitem-se e AMEM… e amém!!

 

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