Peru: muitas histórias no Vale Sagrado

A primeira parada foi em Cuzco (3350 m de altitude). O aeroporto estava lotado de rostos variados (difícil contar as nacionalidades visitantes), mas que invariavelmente eram abordados por um enxame de operadores de turismo, oferecendo desde táxi e hotel até pacotes de passeio pelo Peru afora.

Para quem não quer chegar com um programa pré-estabelecido, não falta alternativa. Talvez aí esteja, justamente, a dificuldade: muita gente oferecendo muita opção a ser analisada sob o impacto da altitude. É de tirar o fôlego.

Passada a barreira humana que se formava na saída do aeroporto, rumamos para o Vale Sagrado. Não faltaram ruelas estreitas e curvas até chegarmos a Awanacancha. Trata-se de um vilarejo que tem um mercado de tecidos feitos a partir da lã de diferentes animais: a ovelha (que fornece um o fio mais rústico de todos), a lhama (menos rústico), a alpaca (super macio, sobretudo quando é de “baby alpaca”) e a vicunha (sem comparação de tão macio).

2foto_pablo_ribeiro_lhamaO espaço é dividido em pequenos pastos para os animais e pudemos entender melhor a diferença entre lhama (pescoço comprido e grande) e alpaca (pescoço curto e cara mais redonda). Já a vicunha é mais miúda e faz lembrar o bambi. Além dos pastos, umas construções (galpões e casas) que abrigam as pessoas e as mercadorias, durante a preparação dos fios e tecelagem dos produtos. Cada coisa mais linda que a outra, a preços para todos os bolsos.

1foto_pablo_ribeiro_alpacaContinuamos seguindo até a próxima parada, em Pisaq. Outro vilarejo também conhecido pelo seu mercado de artesanatos. Os produtores e artesões da região armam suas barracas todos os dias na praça central, oferecendo um visual incrível. Muita cor vermelha, laranja. Muitos artigos de lã, instrumentos musicais e prata.

Atenção: a prática da barganha também vale nos mercados do Peru e, se você encontrar alguma coisa que agrade, não deixe de adquirir na hora, pois nem sempre você encontrará igual em outro mercado, por mais que o artesanato pareça se repetir em todos os lados. O movimento é intenso, em especial por causa dos turistas.

3foto_pablo_ribeiro_boisNo meio do caminho, muitas histórias contadas sobre como vive a população e seus costumes. Uma delas chama a atenção pelo adorno sobre o telhado da maioria das casas. É uma pequena escultura com dois bois e uma cruz, que representa fartura e prosperidade para a família. Assim como as pessoas têm padrinhos, também as casas são batizadas por um casal de amigos dos donos, logo que fica pronta.

São os padrinhos da família que presenteiam o casal com essa escultura, sendo realizado um ritual com um sacerdote andino para completar a benção. Antigamente, ao invés de bois, colocavam lhamas. Porém, com as restrições da igreja católica, os campesinos passaram a colocar os bois, evitando serem taxados de fanáticos.

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Uma resposta para Peru: muitas histórias no Vale Sagrado

  1. THais disse:

    Linda as fotos do Peru!
    Confesso que não tenho o hábito que acompanhar blogs mas prometo sempre que puder dar uma espiadinha por ak 😉
    A saudade só aumentou….

    Um beijo grande e um braço apertado!
    Boa sorte Andreia, nos orguhamos muito de vc! PESSOA DE LUZ!

    Thais, Stefan e JM.

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