A vida no interioRRRRRR

Essa passagem pelo interioR tem me ensinado um montão de coisas interessante e singela. Na primeira categoria de lições está um leque que varia de receitas culinárias a mandingas para males físicos e espirituais. Na segunda categoria, estão valores e jeitos de seR, que tocam o coração e rebocam as ranhura que alguns pensamento distoRcido provocaram.

01viaduto1Entre uma categoria e outra, está o jeitim engraçado de falaR, que mistura a simplicidade das palavra com os cacoete gramaticais. Uma linguagem rica em neologismos, paronímias e gerundismo. PoR outro lado, uma linguagem que aconchega o riso, a espontaneidade, a modéstia.

01viaduto3Um jeitim engraçado de marcaR a presença do “r” em tudo e de comeR o plural das palavra, levando todo mundo, até mesmo os letrado, a se empanturrarem com o “s”.

A gente vai proseando e se faRtando. Vai assimilando aquele antigo e bom hábito de visitaR os amigo, sem aviso prévio. É simplesmente chegaR na casa deles e iR entrando, ou então gritaR lá do poRtão: “ó de casa, tem café?!”  Senha mágica que chama até a vizinha do lado.

Então, sem nenhuma cerimônia, a gente pega uma xícara, se seRve e se acomoda na cozinha para colocaR a conveRsa em dia. Às vezes a vizinha vem com o bolo, e tudo vira festa! É um tal de trocaR receitas, infoRmações sobre os novo e velho evento da cidade. Em alguns momento, um pede conselho, depois se intromete um cadinho na vida dos outro. Mas, o bom mesmo é quando a gente se põe a divagaR sobre o mundo e sobre o quanto as coisa mudaram desde que éramos pequeno. Dá uma nostalgia danada de um tempo distante que parecia nunca passaR. Mas, o tempo passou!

A vida no interioR dá a sensação de seR mais tranquila, mas não menos dinâmica. Mais infoRmal, mas não menos cheia de etiqueta. Mais social, mas não menos individualista.

No interioR é assim: em dez minuto a gente atravessa a cidade; em menos de cinco a gente se esbarra em algum conhecido; e aí, em alguns segundo, se dá conta de que precisa delimitaR algumas fronteira, se não quiseR veR a sua história espalhada poR todos os canto da cidade (rsrsrs!). Como dizem poR lá, de “mamando a caducando”, todo mundo cai na boca do povo. As notícia correm. Esse clima “intimista”, às vezes, assusta. Mas também despeRta o sentimento de que, afinal, somo todos uma grande família. Um-toma-conta-do-outro, e pronto!

Não dá para comparaR com a cidade grande,  onde viveR também é muito bom, diga-se de passagem. Na veRdade, isso tudo é apenas para registraR que no interioR está dando para abriR o baú e mexeR na caveRna, sem peRdeR a graça de viveR.

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