O bom filho a casa torna

Em seu livro O amor me trouxe de volta, Carol Bowman relata diversas experiências que ela e outros pesquisadores coletaram ao longo de anos, observando o princípio da reencarnação em grupos familiares.  Os depoimentos publicados são emocionantes e fazem a gente ter, a cada frase, ainda mais certeza da continuidade da vida e do nosso compromisso com a própria evolução, tanto quanto com o aprimoramento daqueles que estão ao nosso redor.

Convidado para escrever o prefácio deste livro, James Van Praagh define claramente a nossa caminhada, afirmando que “Cada um de nós tem um destino para o próprio espírito, mas não percorremos sozinhos essa jornada de conhecimento. Ao contrário, ela é compartilhada. Optamos por voltar, aprender e evoluir com aqueles a quem amamos outrora. Embora personagens, papéis e situações sejam diferentes, esses laços de amor e familiaridade são inerentes a todos nós. Por isso, somos nossas famílias e amigos. E assim, compartilhando, aprendendo, amando, entrando em contato com diversas personalidades, numa variedade de situações, nos tornamos apenas um em nossa busca pela verdade e pelo entendimento.”

Desde que comecei a ler o livro, algumas ideias não saem do meu pensamento. Nesses dias, um misto de inquietude e questionamento tem sido o “repouso” da minha alma…

Que a vida é eterna, e que é uma chama que nunca se apaga, pois a alimentamos diariamente, isso não é novidade. Que retornamos a essa forma de viver para experimentar novas configurações, isso não é novidade. Que as situações são organizadas de acordo com a nossa necessidade de burilar, isso também não é novidade.

Na verdade, não há novidade alguma para todos aqueles que mantêm sua Fé no porvir e seguem sua caminhada atentamente. Acho que a questão que o livro traz a mais (?), está mesmo centrada nas relações que estabelecemos com os nossos entes queridos, e não queridos, igualmente! Sou a favor da ideia de que voltamos também rodeados dos espíritos com quem travamos grandes embates, por diferença de pensamento ou  divergência de ideais, mas cujas vibrações se atraem, de alguma forma.

Então, um pouco da inquietude é pensar que passamos tanto tempo ao lado de algumas pessoas, sem nunca pararmos para analisar o significado daquela oportunidade. Simplesmente, não reparamos na grandeza de compartilharmos uma existência juntos. Nascemos irmãos, pais, parentes, amigos, mas como aprendemos socialmente o sentido disso tudo, absorvemos os respectivos papéis com a naturalidade que o cotidiano exige. As coisas da alma ficam na inércia, enquanto percorremos a trilha terrena.

Mas, como fica o compromisso assumido antes de nascermos juntos? Que lição coletiva está aí para aprendermos? E para ensinarmos? Quem pode fazer o que, por quem? E juntos, qual o resultado dessa catexia? E a atração de todas essas almas resulta no quê? Como nos tornarmos apenas um na nossa busca?

Um pouco do questionamento é, justamente, a tentativa de entender a interconexão da história das minhas redes sociais com a história da minha alma. As relações possíveis, cheias de afeto e vivências intensas. As relações dolorosas, também cheias de afeto e intensamente complexas…

Alargar os horizontes e reconhecer no que implica a nossa volta dentro daquele grupo social requer um exercício diário de experimentação de si mesmo. É um desafio aos nossos limites para superarmos as barreiras que nos impedem de enxergar o outro dentro de nós, e a nós dentro do outro. Significa honrar nossas raízes e valores e, ao mesmo tempo, estarmos atentos aos pequenos movimentos do mundo. Exige que encontremos a felicidade no interior das nossas células para transpirá-la, fazendo valer todos os minutos do regresso no coletivo. Acima de tudo, exige que aceitemos a volta à casa como uma escolha própria.

Li, em algum lugar, que o binômio correto para vivermos essas escolhas e tornarmos nossas experiências terrenas ricas em felicidade é: disciplina + ação no bem. Parece um excelente método para colocarmos em prática os objetivos da vida renovada. Voltar é isso!

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