Ascensão feminina ou dualidade em equilíbrio?

Tenho ouvido inúmeras pessoas comentarem sobre a ascensão feminina, sobre o papel da mulher na sociedade e na vida cotidiana. No começo, associava os discursos como parte natural de um movimento em permanente expansão, desde que surgiu. Alguns comentários um tanto feministas, outros um tanto machistas. Pessoas que defendem e outras que atacam. Algumas, simplesmente acatam a coexistência da dualidade e também percebem que a expressão das energias está buscando seu equilíbrio.

Nos últimos meses, prestando mais atenção nas transformações que estão ocorrendo no planeta, comecei a pensar que, para muito além de qualquer “ismo” (feminismo, machismo), parece, sim, existir uma intensa sincronia entre a ascensão de uma energia Yin, os avisos que a mãe Terra vem provendo, as mudanças de comportamento e a percepção do senso comum sobre a necessidade de uma sociedade mais amorosa.

yin_yang_progressaoOu seja, num mundo em que a matéria sacode nossos princípios mais básicos e nos coloca a refletir sobre a importância do afeto, do amor, da solidariedade e outros tantos valores virtuosos para a nossa alma, não há espaço maior para a rigidez e o racional. É preciso encontrar o ponto de equilíbrio e estabelecer a igualdade.

Para evitar a polêmica desnecessária, minha tendência, na verdade, é pensar o feminino como energia Yin e o masculino como Yang. Isso, porque acredito que somos compostos dessas duas forças, independente do sexo e das atribuições sociais do papel do homem e da mulher. Depois de tanta discussão teórica, tantomovimento libertador, tanta revisão moral em torno dessa questão, já podemos falar tranquilamente nas forças que movem, igualmente e diferentemente, os seres humanos. Já podemos superar o velho hábito de associar o feminino com a fêmea e o masculino com o macho.

Por muito tempo (tempo necessário?), vivemos sob a guarda de um todo poderoso Yang, que permeava todas as nossas ações, ditando comportamentos mais enrijecidos, objetivos e lineares. Essa força dominou o cenário e alavancou uma série de mudanças no planeta, liderando a racionalidade humana. Mas, como a energia não é estática, em algum momento, o ponto de rotação criou a força do Yin e rompeu o princípio inflexível. Sua tranquilidade contemplativa repousou sobre o planeta e o cenário está mudando.

Dizem por aí que a mulher está dominando o mundo. Alardeiam que existem muito mais mulheres do que homens e que logo os próprios homens mudarão de lado. Observo alguns machos extravasando também a sua energia Yin e agradeço. Mas, me recolho ao ver fêmeas destilando a forca do Yang em detrimento do seu potencial Yin.

A integração dessas duas forças que geram energia mútua (uma dá origem a outra) é imperiosa. Num mundo em que a expressão do sentimento, da emoção e da ternura era reservada apenas ao espaço privado, permitindo-se ao público somente as convenções previamente legitimadas, não tínhamos como equilibrar a vida. Assim como o homem não pode aniquilar o lado Yang da sua essência, a mulher precisa manter forte o Yin. Isso, sim, pode ajudar a vida sobre esse planeta a encontrar a paz necessária para a nossa elevação.

Como disse um sábio amigo, estamos caminhando para o “gran momento e não para o gran finale”. Penso que a transição está sendo suave e longe de ser cataclísmica, apesar dos trágicos eventos naturais dos últimos meses (talvez anos). Quero acreditar também que feminino e masculino, Yin e Yang, podem ser reconhecidos em mulheres e homens (fêmeas e machos) e que juntos saberemos compor uma síntese para governar uma nova dimensão.

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