Sacrifícios e renúncias

Amar-se profundamente significa honrar nossa porção Divina ou a nossa Divindade. Muitas vezes, isso requer alguns momentos de refúgio para que possamos entrar em contato com a beleza da nossa alma. Refugiar-se para dentro de si pode ser uma das mais belas e corajosas aventuras do ser. Pode representar um momento revelador, em que aprendemos a identificar a origem do nosso sofrimento e, ao mesmo tempo, a reconhecer nosso potencial para transmutá-lo em amor.

Talvez o processo evolutivo dependa exatamente disso. Por meio do autoconhecimento, da análise profunda sobre quem somos, nossas chances de chegarmos mais perto da luz se intensificam. Com essa prática diária e permanente, os caminhos vão se abrindo à nossa frente, tudo vai fluindo e nos conduzindo para um estado mais pleno e harmonioso.

O que não podemos deixar acontecer é o acúmulo de mal-entendidos ou de não entendidos. Pois, com eles, a bagagem vai excedendo o peso e vamos nos apegando à superficialidade da vida, dificultando o caminhar. Para transcender a isso, é necessário certa dose de sacrifícios e renúncias, além do entendimento sobre aquilo que podemos modificar (nossas provações) e sobre aquilo que vivemos como uma necessidade de esgotar/fechar determinada questão (nossas expiações).

É tão melhor quando, em refúgio, tateamos os escombros do orgulho e nos livramos das nossas amarras. E, quando repetirmos isso inúmeras vezes, mesmo que ligados no piloto automático, o desapego torna-se um hábito. Esse hábito nos desperta para a libertação.

Habituados, então, à leveza da aura, aprendemos que o importante não é libertar o espírito do corpo, da matéria. O fundamental é nos libertarmos no/em espírito. Essa é uma aventura que, certamente, pode enriquecer muito a nossa experiência.

Assim, prevalece a necessidade de avaliarmos sempre nossas ações, para que suas raízes estejam pautadas na virtude da caridade, da alegria, da ternura, da mansidão. Prevalece a máxima de que o auto amor é essencial para o amor de todos e, por consequência, para o amor de Deus. Prevalece a verdade de que honrar a vida significa honrar o amor e todas as oportunidades que temos de expressá-lo e de vivenciá-lo em todos os segundos de cada dia.

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