Ativos e passivos

Um instante flagrado no universo e todos os outros acontecimentos se desdobram a partir dele. É como o nascimento de uma estrela: ela surge no sistema e transforma para sempre o nosso céu.

Os astros se dispõem e colocam uma infinidade de possibilidades que se desdobram por nós e para nós. Consonantes e dissonantes se alternam, de acordo com o movimento das forças que nos movem. Cada evento marcado e predisposto à espera da nossa intervenção.

Frações de segundos que podem mudar completamente uma vida inteira. Mas quantas vidas são necessárias para mudar uma fração, um instante?

Assim acontece com as nossas decisões. Capturamos nossos desejos e os transformamos em escolhas que delineiam a nossa jornada. Muitas vezes, são escolhas inconscientes, talvez inspiradas por vivências que passam despercebidas pela nossa razão. Outras vezes, são escolhas refletidas, exaustivamente, pela mente atenta e alerta. Porém, em ambos os casos, as escolhas direcionam o andar da carruagem. Elas traçam um verdadeiro mapa à nossa frente, que vai se desdobrando no decorrer do percurso.

Mudar aquele instante, depois que ele se torna uma escolha, é praticamente impossível. É como ceifar o galho de uma árvore. Ela jamais voltará a crescer como antes. Claro, os galhos poderão ganhar forças e enveredar por outros rumos, mas o caminho original não será mais o mesmo.

Por isso que é fundamental buscarmos ampliar a nossa consciência. É a nossa chance de realizarmos escolhas convergentes com o que pulsa em nosso coração. Afinal, suas consequências serão sentidas pela eternidade da alma. Como dizem no senso comum, “não adianta chorar sobre o leite derramado”.

Bem nos alertam os nossos amigos espirituais, quando afirmam que não podemos mudar o caminho do passado. Os eventos dissonantes devem permanecer no esquecimento do perdão. Os eventos consonantes devem ser registrados na memória ávida da felicidade. A nós cabe apenas melhorar as condições atuais da nossa vida para garantirmos uma colheita mais tranquila.

Lembremos, então: escolhas que fazemos pelo ego, geralmente nos levam para caminhos distantes da felicidade essencial. Mas, as escolhas que operamos com a alma, nos trazem de volta ao prumo de nós mesmos e nos fortalecem como seres essenciais.

Se os astros se colocam favoráveis ao nosso crescimento, por que não nos esforçarmos para apreender a ambiência e nos movimentarmos na direção da modulação em questão?! Isso sim seria colocar alguns passivos e remar a favor da maré!!

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