Aceitação

aceitacaoMinha leitura sobre o tema é bem prática: ou a gente abaixa a bola e para de brigar com o mundo e com aquilo que somos, ou continua sofrendo o mal de querer ser outra pessoa e de querer que o mundo ao nosso redor (com todos os seus habitantes!) seja de um jeito que nos convém mais.

Li que a gente deve procurar melhorar a pessoa que somos e não tentar ser uma “outra pessoa melhor”. Mas, para sermos o que somos de uma maneira melhor, temos que esclarecer mais e mais aquilo que somos realmente e aceitar. Esse é o primeiro passo!

O que “devemos” acolher é apenas a nossa essência; tudo parte desse ponto. Porque, se conseguirmos entender e aceitar que somos seres antagônicos e se buscarmos o equilíbrio entre as forças que nos movimentam (luz e sombra), seremos pessoas melhores e o mundo ao nosso redor também, pois ficará livre das nossas expectativas e tentativas frustradas de torná-lo idealizado para nos fazer feliz.

Basta olharmos para nós mesmos e fazer amizade com a “parte ruim” que temos dentro de nós. E se acharmos que não temos nenhuma “parte ruim”, então devemos olhar novamente dentro de nós e buscar reconhecê-la. Afinal, todos temos aspectos do nosso ser que podem ser considerados negativos. Uma vez delimitadas as porções positivas e negativas do nosso ser, então basta conviver com elas amigavelmente.

Isso faz com que a gente pare de culpar os outros por serem diferentes do que gostaríamos que fossem. Faz com que a gente tenha mais paciência com tudo, porque sabemos que o mundo também está fazendo um esforço para equilibrar suas partes. Faz com que a gente se silencie diante de muitas contrariedades, porque afinal de contas, estamos todos em processo de melhora.

Todas as pessoas conseguem avançar nesse processo. Porém, cada uma no seu ritmo.

E se aceitarmos isso também, estaremos mais centrados no nosso próprio processo e conseguiremos parar de projetar nossas insatisfações no mundo externo. Assim, conseguiremos diminuir consideravelmente a cobrança, o mau humor, a raiva, o sentimento de injustiça.

Conseguiremos agir de forma mais assertiva, porque antes de falar dos outros e do mundo ao nosso redor, consultaremos nossos sentimentos e confrontaremos nossas próprias verdades.

Aceitar tem a ver com silenciar-se mais. Não porque não devemos expressar nossos sentimentos, mas porque devemos amadurecê-los melhor para nós mesmos. Porque é mais gostoso quando tranquilizamos a nossa mente e somente depois conversamos sobre o que nos incomoda (na primeira pessoa!!!! é claro!!! “tipo”: eu me sinto assim….).

De prático, a “melhor fórmula” é falar menos, entrar mais em contato consigo mesmo, cobrar menos. Mas, o difícil mesmo é a gente praticar. E a “fórmula relativa” para isso é: basta começar!

Anúncios
Esse post foi publicado em Meditando e marcado , . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s