Rupturas particulares e calamidades públicas

rupturas_particularesVenho observando como este tem sido um ano de mudanças para muita gente e para o planeta. É interessante que as pessoas resolveram se encher de coragem e operar transformações mais profundas. E o planeta tem causado espanto com suas manifestações físicas.

Entre fogo, furacão, tempestades de areia, terremotos, enchentes e tsunamis, muitos mortos e feridos; nem todos foram salvos. Vulcões cuspindo desamparo, desespero. Governos caindo, opressões, repressões, corrupções. Tudo muito intenso e, na maioria das vezes, tenso.

O momento é de tamanha importância que nos cabe apenas saborear com calma, serenidade e exclusividade cada minuto que anda no relógio e que nos coloca mais perto da hora cheia de graça! Vigiar, orar, esperar que os bons fluídos que exalam das nossas preces alcancem os céus e ressoem suas benções.

Claro, são momentos de transição. E há tantas pessoas vivendo isto neste ano… cada qual com suas catástrofes (ou não!) particulares, mas de certa forma todas elas guerreiras, no sentido de enfrentar as suas próprias contradições e convenções e “sair por aí”, vestidas do avesso.

Talvez a própria mãe Terra esteja se virando do avesso. No mínimo, já sabemos, está mudando o seu eixo. Os dias são mais curtos e o tempo precisa ganhar um novo sentido. Entretanto, a hora é essa e provoca o desenrolar de mais alguns fios; convida-nos a abrir novas janelas para oxigenar as velhas teias de aranha.

É também por causa dessas “coincidências” da vida que fico encantada com a sincronia do universo: rupturas no micro e no macro sistema.

Por isto, é bom entrar na caverna, tatear nossas sombras e nos deleitarmos com a mágica que também existe dentro de nós. Alguns momentos são mais depressivos porque, naturalmente, para tocar as profundezas do ser, temos que mergulhar fundo!! Mas, esta turbulência potencializada é logo rompida pela generosidade da vida e tudo volta a girar em busca de paz!

Sem pressa, porém, de nos sentirmos bem. É preciso contemplar a insígnia da crise. De qualquer maneira – aliás, exatamente desta maneira que a vida se configurou para que pudéssemos nos experimentar totalmente (quase) sem conceitos e convenções – ainda podemos olhar a nossa volta, olhar dentro de nós e perceber todos os nossos pequenos desastres. Com essa “super-visão” podemos permanecer um pouco mais entre parênteses e se repaginar.

No meu caso, esta nuvem roxa escura, querendo fazer chover na minha alma rios de lágrimas, também faz uma mistura danada de sentimentos. E, não há meteorologia que possa prever se a tempestade vai despencar na minha cabeça ou não!! Não me preparo… Não ouso puxar da gaveta minha super-poderosa-capa-de-chuva. Deixa vir que eu preciso mesmo me encharcar de mim mesma!

Estar na minha própria companhia boa parte do tempo tem sido ótimo. Tenho podido retomar algumas práticas prazerosas nos intervalos entre o choro e a preguiça!! Para falar a verdade, às vezes até acabo juntando essas duas coisas num único momento mágico: chá na varanda, vendo o sol escorregar para dentro da lagoa, enquanto os pernilongos e outros bichinhos agrestes tentam marcar território (isto também me lembra da magia do Madeira, mas é Lagoa Formosa).

Por certo, muitas pessoas, inclusive eu, não estão vivendo um estado de bem estar. Ao contrário, sinto que estamos exatamente no olho do furacão. Revendo tudo, fuçando nas entranhas, nos estranhando e tentando admitir a relatividade das nossas verdades.

Aff!!! Isto dá uma preguiça!!! O bom é que ela também passa!!!!

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