Pela dor e pelo amor: transmutamos

MINOLTA DIGITAL CAMERAMuitos dizem que nos depuramos por dois caminhos: pela dor ou pelo amor. Defendem que o sofrimento traz lições importantes, sem as quais jamais alcançaríamos a iluminação, a luz dentro de nós. Mas, afirmam que é necessário enxergar o sofrer sob a perspectiva do crescimento e não da punição.

Essa dualidade compõe um mosaico heterogêneo de oportunidades pelas quais transitamos dinamicamente. Gozamos de certa liberdade para ir e vir, fazer e desfazer, planejar e voltar atrás.

E, sabendo que a eternidade está aí para que a vida continue dando voltas, vamos tentando, errando, acertando, transmutando. Esta roda de infinitas engrenagens é uma constante absoluta. Aquilo que nos dá coragem para existirmos. Talvez o propósito de toda e qualquer forma de vida.

Nós nos colocamos, então, na tarefa de escolher, de incluir, excluir, guardar, deixar partir. E chega uma hora em que a linha divisória entre aquilo que se mantém e aquilo que a gente se livra, fica tênue demais. Nessas horas, parece que a gente nem mesmo sabe se fica ou se vai.

Talvez em função da nossa própria metamorfose, a gente morre e revive. Como lagartas, a gente acaba se desfazendo, inclusive, daquilo que antes configurava nossa identidade.

Assim, a gente voa como borboletas… mesmo com a asa machucada!

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