Acolher a insensatez

Muitas coisas estão passando pela minha cabeça e, às vezes, acho que vou entrar em transe permanente…. Chega a ser um misto de “maluquez com lucidez”!! A consciência do protagonismo histórico, da autoria na escolha de cada acontecimento, me torna cúmplice, ré confessa e alvo ao mesmo tempo.

acolher_insensatezQuando a alma da gente é leve, naturalmente os desejos se tornam mais amplos, mais soltos e, talvez, por isso mesmo, mais complexos. Nosso olhar transcende o horizonte e a gente adquire uma visão poli ocular, despertando nosso interesse por muita coisa ao mesmo tempo.

Tudo isso é muito bom, porque nos deixa livres para ir e vir, para fazer e desfazer, para ser e “des-ser”.

Por outro lado, é necessário questionar mais, estar mais atento a tudo, ter mais clareza sobre a própria natureza, re-conhecer a si mesmo e ser mais fiel a nossa própria essência.

Isto posto, não há fórmulas mágicas, mas um exercício diário de meditação sobre aquilo que somos e sobre o sentido (do verbo sentir e também o verbo direcionar) da nossa própria existência. Apenas isto nos dá a possibilidade de escolher com mais tranquilidade, de filtrar com mais critério e de realizar com mais integridade.

Neste estado de liberdade quase absoluto, qualquer lugar, qualquer trabalho, qualquer situação, qualquer relação, pode ser o lugar, o trabalho, um fato em si, uma relação importante. O leque de possibilidades fica tão grande que chega a ser difícil decodificar os atalhos.

Quando somos jovens, cronologicamente, talvez tenhamos mais ousadia para nos lançar nas experiências. Agora, “depois de certa idade”, tanta reviravolta pode parecer mais “falta de juízo” ou até “falta de rumo na vida”. De repente, são as duas coisas mesmo!! Mas, chego à conclusão de que não estou perdida. De verdade. Não me sinto fora do trilho ou do prumo.

Alguma insensatez diante das escolhas pode até ser a lucidez que se revelará depois!

Sinto-me desafiada a ficar um tempo parada diante deste enorme leque de oportunidades, até que me reconheça conectada novamente com o Divino. Então, ouvindo sua voz ressoar no coração… tum-tum… tum-tá na hora de escrever o próximo capítulo, poderei fazer novas escolhas. Agora é hora de viver as escolhas já feitas no passado.

Outro dia minha sobrinha mais nova me perguntou sobre o destino e, quase que naturalmente, um alarme soou dentro de mim, me fazendo ver que definimos nosso destino, todos os dias. A cada escolha que fazemos damos um passo em direção ao nosso futuro.

Nunca antes me dei tão conta de que o futuro pertence ao presente. Não há nada que possamos fazer para impedir isso. Não há nada que possamos fazer que não seja “fazer alguma coisa” que vai ter, necessariamente, uma implicação direta no nosso destino.

O fruto não cai longe da árvore; é a árvore que depende da qualidade da semeadura. A semeadura é fato. A colheita também.

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