Apenas de passagem

Dormi com essa inquietação: “qual é a minha pergunta certa”, afinal? Os sonhos se encarregaram de responder e alertar a minha mente para as escolhas mais recentes.

Certamente, quando aprendemos a lição destinada para essa encarnação, nos tornamos aptos a voltar para casa. Mas, será que podemos, ainda encarnados, assumir novas lições? Ou seja, suponhamos que a gente veio para aprender “x” coisas e, tendo dominado este “conteúdo”, pedimos para permanecer na mesma escola para então aprendermos “y” coisas. Seria possível? Seria genial aproveitar a mesma encarnação para superar mais fraquezas. De qualquer maneira, está claro que a vida na Terra, ou em qualquer outro planeta, é apenas uma oportunidade de crescimento.

Todos nós recebemos este privilégio em um ponto de nossa existência. O privilégio de ir e vir, para lá e para cá, saboreando diferentes papéis, posições sociais, mas sempre dentro do “perímetro urbano” em que nossa vibração consegue viajar.

Então me perguntei também se não existe uma fórmula para melhorar nossa vibração. Obviamente, a resposta veio a galope, mas com a serenidade característica de um anjo protetor: desenvolvendo o amor incondicional ou, como muitos falam, a compaixão.

A iluminação está ao alcance de todos nós; apenas é necessário desvelar a consciência. A luz está dentro de nós e não nas “asas de um anjo” que possamos enxergar. Não se trata, portanto, de nos iluminarmos ou de buscar a luz. Trata-se tão somente de operarmos uma verdadeira faxina interna, sacudindo a poeira que ofusca a nossa Divindade, tirando os excessos que nos tornam energias pesadas e amarradas às vibrações terrenas.

Na verdade, não podemos nunca nos esquecer de que estamos aqui apenas de passagem. Isto me lembra a metáfora do mestre que é procurado por um turista em sofrimento e apegado aos bens materiais. Ao encontrá-lo ele pergunta ao mestre como podia ser tão sábio e importante se não possuía nada. O mestre então a questiona, querendo saber onde estavam todos os seus pertences. Ele responde que não havia razão para estar de posse deles, já que estava naquele lugar apenas de passagem. Ouvindo isto o mestre afirma: eu também!

Bem, eu também!!

Mas o sentimento de pertencer a esta esfera pode impregnar a nossa alma com vibrações de curta frequência, impedindo ou dificultando deixarmos o corpo para trás e avançarmos para a grande síntese com a luz interior.

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