Lições com o diabo

A vibração do local pode ser sentida no ar. Muito calor e algo estranho. O diabo aqui pode tomar a forma de um pneu furado e, com isto, muitos aprendizados!

Se é clara a necessidade de interagirmos com as pessoas, também é claro que podemos aprender apenas observando as reações humanas e o ego transitando entre as contradições do vir-a-ser.

As situações nos colocam diante das nossas próprias fraquezas, mas é preciso saber reconhecê-las. Alias, é preciso humildade para reconhecê-las.

São tantas as vezes em que nos apoiamos nas nossas experiências passadas e no conhecimento que adquirimos com elas. Mas, são poucas aquelas vezes em que realmente abrimos nossa mente para que, em situações semelhantes, possamos dar espaço ao novo.

Em geral, parece que nos apegamos à superação do “velho” e nos tornamos quase que autossuficientes, capazes de enfrentar o novo com os mesmos padrões.

Dou conta de que nossas experiências passadas podem sim nos ajudar, mas podem também nos limitar, condicionando nosso comportamento frente ao novo, cerceando novas lições.

De certa forma, isto também nos impede de pedir e de receber ajuda. Imbuídos na intenção de poupar o outro ao nosso redor de qualquer esforço, na verdade mascaramos a ação do ego e nos colocamos em ação.

Ensinar e aprender, aprender a ensinar, aprender para então ensinar, exigem uma dose substancial de generosidade, paciência e sabedoria. É necessário, de fato, nos colocar na posição de observadores de nós mesmos, dos sinais da natureza Divina e humana, para entender que é preciso tão somente Ser.

Os aprendizados vêm daí: dos exemplos do vir-a-ser.

Para completar o dia, em plena pré-cordilheira, uma experiência etérea. Os átomos se moviam de um lado para o outro, cintilando de maneira diferente, cada elemento com a sua particularidade. Senti meu coração se expandindo, tentando integrar todas aquelas vibrações. Uma paz enorme foi tomando conta da minha mente, que se aquietou no silêncio.

Estava inaugurado o pré-retiro!

 

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